O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) anunciou uma nova política para utilização dos recursos administrativos, destinando valores excedentes ao pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores estaduais.
Pela medida aprovada pela diretoria executiva da autarquia, os recursos do Fundo Administrativo que ultrapassarem 150% das despesas registradas nos últimos 12 meses passarão a ser revertidos para o custeio dos benefícios previdenciários. A expectativa é que aproximadamente R$ 100 milhões sejam direcionados para essa finalidade ainda em 2026.
A decisão ainda será submetida ao Conselho de Administração do Rioprevidência, cuja reunião ordinária está prevista para ocorrer no fim de junho.
Além da nova regra, o instituto informou que adotará uma política mais conservadora para aplicação financeira dos recursos administrativos, priorizando investimentos de curto prazo e maior liquidez, com o objetivo de reduzir riscos e ampliar a segurança patrimonial.
Segundo o diretor-presidente do Rioprevidência, Felipe Derbli, a iniciativa fortalece o pagamento dos benefícios e contribui para limitar despesas futuras da autarquia. Ele afirmou que não faz sentido submeter recursos destinados ao custeio administrativo a investimentos de longo prazo naturalmente mais sujeitos a oscilações.
O anúncio ocorre após o Rioprevidência ser citado nas investigações relacionadas ao chamado Caso Master. A Polícia Federal apura suspeitas envolvendo aplicações bilionárias do fundo previdenciário em títulos financeiros ligados ao Banco Master durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro.
De acordo com relatório parcial da investigação, entre 2023 e 2025 foram realizados aportes superiores a R$ 2,9 bilhões em Letras Financeiras e fundos estruturados vinculados ao grupo financeiro investigado. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal.

