A Tereos (Tereos) tem ampliado o uso de manutenção contínua, ferramentas preditivas e rastreabilidade digital para reduzir paradas de máquinas e aumentar a eficiência das operações durante a safra no Brasil. O programa de gestão de ativos da companhia já soma R$ 3,6 milhões em economias diretas.

A estratégia busca enfrentar um cenário de custos elevados e maior exigência por produtividade no agronegócio. Segundo a empresa, a gestão de ativos deixou de ser apenas uma área de suporte e passou a ser um fator central de competitividade na operação sucroenergética.
Entre as iniciativas adotadas está a chamada manutenção linear, que distribui as intervenções ao longo do ano, em vez de concentrá-las apenas na entressafra. O modelo reduz a dependência de mão de obra sazonal, melhora o planejamento das intervenções e aumenta a disponibilidade dos equipamentos no período de colheita.
Outro eixo do programa é a gestão do óleo diesel, com sistemas de filtragem, monitoramento e análise laboratorial. A companhia afirma já ter filtrado mais de 80 milhões de litros de combustível, com redução de 55% de partículas contaminantes e queda de 5% nos custos de manutenção do sistema de combustível entre as últimas safras.
Na área de colheita mecanizada, a Tereos também avançou com manutenção preditiva em colhedoras de cana, monitorando componentes críticos para evitar falhas. O sistema gerou mais de R$ 1,6 milhão em economia na safra 2025/26 em relação ao ciclo anterior.
O diretor de Operações Agroindustriais da Tereos, Everton Carpanezi, afirma que o programa melhora a previsibilidade da safra e reduz o tempo de máquinas paradas. Segundo ele, o objetivo é tornar a operação mais eficiente e segura do início ao fim do ciclo produtivo.
A empresa também implantou o sistema digital Sisma para gestão de pneus, com controle de cerca de 30 mil unidades. A ferramenta reduziu divergências de registro e gerou aproximadamente R$ 400 mil em economia, além de melhorar o aproveitamento dos equipamentos.
Com os resultados, a companhia afirma que pretende ampliar a digitalização e fortalecer o uso de manutenção preditiva e controle de insumos críticos, buscando maior eficiência nas próximas safras.
