A expectativa do mercado financeiro para a inflação oficial brasileira em 2026 voltou a subir. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,09% para 5,11%, marcando a 13ª elevação consecutiva. O índice permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Entre os fatores que vêm pressionando os preços está a guerra no Oriente Médio, que tem impactado o mercado internacional de combustíveis e contribuído para o aumento dos custos de transporte e produção. Apesar disso, o IPCA acumulado em 12 meses estava em 4,39% até abril, ainda dentro do limite máximo da meta. O resultado da inflação de maio será divulgado pelo IBGE na próxima quinta-feira.
O cenário também influencia as expectativas para a taxa básica de juros. Atualmente em 14,5% ao ano, a Selic deverá encerrar 2026 em 13,5%, segundo os analistas consultados pelo Banco Central. A taxa é utilizada como principal instrumento de controle da inflação, já que juros mais elevados tendem a reduzir o consumo e o crédito, ajudando a conter a alta dos preços.
Mesmo com a pressão inflacionária, a previsão para o crescimento da economia brasileira foi levemente revisada para cima, passando de 1,9% para 1,91% neste ano. Já a cotação do dólar segue estimada em R$ 5,15 no encerramento de 2026.

