A solidariedade ganhou espaço no ambiente da inovação em Rio Preto. Um mutirão de cadastramento de doadores voluntários de medula óssea realizado no Parque Tecnológico “Vanda Karina Simei Bolçone” reuniu empresas, profissionais, estudantes e integrantes do ecossistema de tecnologia da cidade em uma mobilização que resultou na inclusão de 68 novos voluntários no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).
A iniciativa foi promovida pela Associação dos Profissionais e Empresas de Tecnologia da Informação (Apeti), com apoio do Hemocentro de Rio Preto e do Parque Tecnológico, órgão mantido pela Prefeitura por meio da Secretaria Municipal de Planejamento Estratégico, Ciência, Tecnologia e Inovação. Embora o número de novos cadastrados pareça modesto, especialistas destacam que cada inscrição amplia significativamente as chances de pacientes encontrarem um doador compatível.
Para pessoas que enfrentam doenças graves, como leucemias, linfomas e outras enfermidades do sangue, o transplante de medula óssea pode representar a única alternativa de tratamento. Fora do ambiente familiar, a possibilidade de encontrar um doador compatível é extremamente baixa, chegando a aproximadamente uma chance em cada 100 mil pessoas.
Além do mutirão, a Apeti promoveu ações de conscientização junto às empresas associadas, esclarecendo dúvidas e incentivando a participação dos colaboradores. A mobilização demonstrou que o setor de tecnologia também pode exercer papel relevante em ações sociais e de promoção da saúde, fortalecendo uma rede de solidariedade capaz de transformar vidas.
O cadastro para doação de medula óssea é simples. Pessoas entre 18 e 35 anos, em boas condições de saúde, podem se inscrever mediante preenchimento de formulário e coleta de uma pequena amostra de sangue para identificação genética. Os dados passam a integrar o Redome e podem, futuramente, representar uma nova oportunidade de vida para pacientes que aguardam por um transplante.

