O subsecretário de Serviços Gerais de Rio Preto, Antônio Marcos Lima, negou ter comportamento agressivo com servidores, fazer uso de palavrões no ambiente de trabalho ou exercer suas funções portando arma de fogo de forma habitual durante depoimento prestado à Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Assédio, da Câmara Municipal. A oitiva ocorreu na manhã de quinta-feira (29) e marcou a oitava reunião da comissão que apura denúncias de assédio moral e sexual contra servidores públicos e trabalhadores terceirizados.
Ouvido como testemunha, Lima respondeu a questionamentos dos vereadores João Paulo Rillo (PT), presidente da CEI, e Pedro Roberto (Republicanos). Parte das perguntas abordou reclamações de trabalhadores sobre suposto tratamento inadequado por parte do subsecretário, além de relatos envolvendo o porte de arma durante atividades ligadas à secretaria.
Ao ser questionado, Lima afirmou que não tem comportamento explosivo e negou qualquer prática de xingamentos ou desrespeito aos funcionários. “Eu não tenho costume de xingar, de falar palavrões. Eu respeito os trabalhadores”, declarou. O subsecretário também afirmou desconhecer reclamações sobre sua conduta.
Sobre o porte de arma, o policial militar da reserva informou que já transportou arma de fogo em algumas ocasiões durante deslocamentos relacionados ao trabalho, mas ressaltou que isso não faz parte de sua rotina. Segundo ele, as atividades desempenhadas na secretaria tornam o porte constante incompatível com o dia a dia da função.
Além das questões relacionadas ao comportamento do subsecretário, a comissão discutiu as condições da frota e dos equipamentos da Secretaria de Serviços Gerais. Lima afirmou que os veículos são antigos, mas recebem manutenção sempre que necessário. Segundo ele, a pasta não recebeu equipamentos novos em 2025, mas passou a contar neste ano com novas roçadeiras e oito tratores.
A declaração sobre o transporte de arma gerou questionamentos por parte da comissão. João Paulo Rillo afirmou que o tema exige esclarecimentos da administração municipal e anunciou que a CEI encaminhará requerimento ao Executivo para solicitar informações sobre as normas relacionadas ao porte de arma por servidores durante o expediente e as providências adotadas em situações semelhantes.

