A Secretaria Municipal de Saúde apresentou na Câmara Municipal a prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2026. Durante a audiência pública, o secretário interino Mauro Alves dos Santos Júnior destacou os principais números da rede e anunciou a ampliação da telemedicina por vídeo para todos os pacientes do sistema municipal.
O orçamento da Saúde para 2026 foi aprovado em R$ 769,7 milhões e, após suplementações de recursos federais, estaduais, municipais e emendas parlamentares, chegou a R$ 790,6 milhões até o fim de abril. Do total aplicado na área, 57,26% tiveram origem no Tesouro Municipal e 42,74% vieram de outras fontes de financiamento.
Na Atenção Primária foram realizados 1,1 milhão de atendimentos entre consultas, procedimentos e visitas domiciliares. Já a telemedicina contabilizou 44.306 teleconsultas. Atualmente utilizada em atendimentos com Libras e no sistema prisional, a modalidade por vídeo deverá ser ampliada para toda a população da rede municipal.
A Atenção Especializada registrou 1,3 milhão de atendimentos no período. Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) atenderam 9.486 pacientes, enquanto o Centro Médico de Especialidades realizou mais de 107 mil procedimentos. O Laboratório Municipal de Patologia Clínica efetuou 969 mil exames e testes.
Durante a audiência, o vereador Odélio Chaves questionou a situação da demanda reprimida de cerca de 63 mil exames que seriam realizados por meio de convênio com a Santa Casa de Casa Branca. O secretário informou que a Prefeitura estuda uma nova alternativa e que o prefeito Fábio Candido determinou a elaboração de um plano para eliminar a fila.
Os dados também mostram que o Hospital Municipal realizou 27.915 procedimentos ambulatoriais e 1.930 procedimentos hospitalares nos primeiros quatro meses do ano. Na área de urgência e emergência, as UPAs e o Pronto-Socorro da Vila Toninho somaram quase 889 mil atendimentos e procedimentos.
Em relação às arboviroses, Rio Preto registrou 3.163 casos confirmados de dengue entre janeiro e abril, número muito inferior aos 44.888 casos contabilizados no mesmo período de 2025, quando a cidade enfrentava uma epidemia. Os casos de chikungunya também apresentaram forte redução, passando de 801 para apenas 11 registros no período.

