Cerca de 41 milhões de colombianos vão às urnas neste domingo (31) para escolher o próximo presidente do país para o mandato de 2026 a 2030. A eleição é considerada uma das mais importantes da história recente da Colômbia e poderá redefinir o posicionamento político e diplomático da nação sul-americana.
As pesquisas apontam três principais candidatos na disputa. O favorito é o senador Iván Cepeda, representante da esquerda e aliado do atual presidente Gustavo Petro. Também aparecem com chances de chegar ao segundo turno a senadora Paloma Valencia, ligada ao ex-presidente Álvaro Uribe e representante da direita tradicional, e o advogado Abelardo de La Espriella, que se apresenta como outsider e mantém posições alinhadas à extrema-direita latino-americana.
A candidatura de Cepeda busca dar continuidade ao projeto político de Petro, primeiro presidente de esquerda da história colombiana. Defensor dos direitos humanos e participante dos acordos de paz com as Farc, Cepeda herda parte da popularidade do atual governo, que ampliou programas sociais, aprovou reformas e registrou crescimento em sua aprovação popular nos últimos anos.
Por outro lado, Paloma Valencia representa o retorno do uribismo ao poder. Crítica dos acordos de paz firmados em 2016, ela defende uma política mais dura no combate aos grupos armados e à criminalidade. Já Abelardo de La Espriella aposta no discurso de enfrentamento à violência e na imagem de alguém distante da política tradicional, inspirado em líderes como Donald Trump e Javier Milei.
A eleição tem importância estratégica para toda a América do Sul. Especialistas avaliam que uma vitória de Cepeda manteria a aproximação da Colômbia com governos progressistas da região, especialmente Brasil e Chile. Já uma vitória de Valencia ou Espriella poderia fortalecer os vínculos com os Estados Unidos e reposicionar o país em direção a uma agenda mais conservadora.
A segurança pública continua sendo o principal tema da campanha. Mesmo após os acordos de paz, a Colômbia ainda convive com conflitos envolvendo grupos armados, dissidências das Farc e organizações criminosas. Os candidatos divergem sobre a melhor estratégia para enfrentar o problema: enquanto a esquerda defende uma combinação de repressão e diálogo, a direita aposta em ações predominantemente militares.
Com pesquisas apontando cenários distintos para um eventual segundo turno, o resultado permanece indefinido e promete mobilizar a atenção de toda a América Latina nas próximas semanas.

