A tentativa da oposição de instalar a chamada “CPI do Sítio” na Câmara de Rio Preto será oficialmente arquivada nesta terça-feira (26). O requerimento não alcançou o número mínimo de assinaturas exigido pelo Regimento Interno do Legislativo para a abertura da comissão parlamentar de inquérito.
O pedido foi apresentado pelo vereador Pedro Roberto, do Republicanos, e precisava de pelo menos oito assinaturas — equivalente a um terço dos vereadores da Casa. No entanto, o prazo regimental terminou com apenas sete adesões. Além do autor, assinaram o documento os vereadores Alexandre Montenegro, João Paulo Rillo, Renato Pupo, Abner Tofanelli, Jean Dornelas e Odélio Chaves.
Durante a sessão ordinária desta terça-feira, parlamentares da oposição chegaram a fazer apelos públicos na tribuna em busca da oitava assinatura necessária para viabilizar a CPI, mas não obtiveram sucesso.
A comissão pretendia investigar a compra de um imóvel rural pelo prefeito Fábio Candido. O caso já havia sido levado anteriormente ao Ministério Público pela oposição. O primeiro pedido acabou arquivado, mas os vereadores recorreram da decisão.
No recurso apresentado ao MP, os parlamentares anexaram o depoimento de um dos antigos proprietários do sítio. Segundo o relato, a propriedade teria sido vendida por R$ 600 mil, valor superior aos R$ 200 mil registrados oficialmente em cartório.
Na última semana, o Ministério Público determinou a abertura de um inquérito policial na Delegacia Seccional de Rio Preto para aprofundar as investigações sobre o caso.
Em nota, o prefeito Fábio Candido negou qualquer irregularidade. Segundo ele, seu patrimônio é compatível com sua renda e todos os bens foram devidamente declarados à Receita Federal.

