O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, negou o pedido de soltura da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa na última quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro ligada à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão foi assinada na sexta-feira (23) e publicada neste domingo (24). No despacho, Dino afirmou que o STF não é a instância adequada para analisar o pedido de liberdade, já que a prisão foi determinada pela Justiça de primeira instância.
Segundo o ministro, existem meios processuais específicos para contestar a decisão judicial antes de o caso chegar ao Supremo. Dino também declarou que, mesmo se o STF pudesse julgar diretamente o pedido, não identificou ilegalidade que justificasse a concessão de habeas corpus.
De acordo com as investigações, Deolane Bezerra teria recebido recursos provenientes de uma transportadora ligada ao PCC e atuado na lavagem de dinheiro da organização criminosa. Ela foi presa em sua residência em Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo.
Após a prisão, a influenciadora foi transferida da Penitenciária Feminina de Santana, na capital paulista, para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.
A unidade prisional tem capacidade para 714 detentas, mas atualmente abriga 873 presas.
Esta não é a primeira vez que Deolane Bezerra é alvo de investigação. Em setembro de 2024, ela foi presa no Recife durante a Operação Integration, da Polícia Civil, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
Com 38 anos e mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, Deolane ganhou notoriedade nacional após a morte do cantor MC Kevin, em 2021, no Rio de Janeiro. Após o episódio, ela ampliou sua presença na internet, participou de programas de televisão e fechou contratos publicitários.

