A neuropediatra Bruna Velani realiza neste sábado (23), a palestra “Autismo: uma maneira diferente de ser”, a partir das 8h30, na Sociedade de Medicina e Cirurgia (SMC) de Rio Preto, regional da Associação Paulista de Medicina (APM). O evento tem entrada gratuita e é aberto à população.

A atividade integra o Ciclo de Palestras promovido pela APM Rio Preto ao longo de 2026, com foco na ampliação do conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), tema cada vez mais presente nas áreas da saúde, educação e políticas de inclusão social.
A palestra é destinada a pacientes, familiares, profissionais da saúde, educadores e demais interessados no tema. A proposta é ampliar o entendimento sobre o autismo e suas diferentes formas de manifestação, além de estimular o debate sobre inclusão e acolhimento. Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (17) 3227-7577.
Segundo dados do IBGE, cerca de 2,4 milhões de pessoas têm diagnóstico de autismo no Brasil, o que representa aproximadamente 1,2% da população. A condição é mais frequentemente identificada em crianças e adolescentes, especialmente entre 5 e 9 anos, com maior incidência em meninos. Especialistas destacam que o aumento dos diagnósticos está relacionado à ampliação dos critérios clínicos, maior conscientização e avanço das avaliações, embora o acesso ao diagnóstico ainda seja desigual no país.
Durante a apresentação, a neuropediatra deve explicar que o TEA não é uma doença, mas uma condição do neurodesenvolvimento, caracterizada por diferentes formas de percepção do mundo, comunicação e interação social. O espectro inclui ainda padrões repetitivos de comportamento e interesses, com variações importantes de intensidade entre os indivíduos.
Também serão abordados os principais sinais de alerta, que costumam surgir nos primeiros anos de vida, como dificuldades de interação social, atrasos ou particularidades na linguagem, uso reduzido de gestos, comportamentos repetitivos, sensibilidade sensorial e resistência a mudanças de rotina. O diagnóstico é clínico e realizado por profissionais especializados, sendo o diagnóstico precoce considerado fundamental para melhores resultados no desenvolvimento.
Outro ponto da palestra será o tratamento das pessoas com TEA. Embora não haja cura, intervenções precoces e individualizadas, com base científica, podem contribuir para avanços significativos em comunicação, autonomia e aprendizagem. Entre as principais abordagens estão terapia ocupacional, fonoaudiologia, acompanhamento psicológico e suporte educacional.
O encontro também deve discutir a importância da inclusão e do combate a estigmas, reforçando que pessoas com autismo possuem habilidades próprias e devem ser respeitadas em sua diversidade. Segundo o diretor do Departamento Científico da APM Rio Preto, Fabio de Nazaré, a proposta é promover diálogo entre profissionais, familiares e a sociedade sobre melhores práticas de atendimento e convivência com o TEA.

