A Ucrânia realizou neste domingo (17) o maior ataque com drones contra Moscou desde o início da guerra com a Rússia. A ofensiva deixou ao menos quatro mortos, 12 feridos e causou danos em casas, prédios residenciais e estruturas de infraestrutura, segundo autoridades russas. As informações foram divulgadas pelas agências Reuters e AFP. As informações são do portal de notícias do jornal Folha de S. Paulo.
De acordo com o governo russo, três pessoas morreram na região de Moscou. Uma mulher morreu na cidade de Khimki após um drone atingir uma residência. Outros dois homens morreram na vila de Pogorelki, no distrito de Mitischi. Uma quarta vítima foi registrada na região de Belgorod, na fronteira com o nordeste da Ucrânia.
As autoridades russas informaram ainda que 12 pessoas ficaram feridas, a maioria nas proximidades da refinaria de petróleo de Moscou. Apesar da queda de drones na região, o setor tecnológico da refinaria não sofreu danos. Também houve queda de destroços no território do aeroporto de Cheremetievo, o maior da Rússia, mas sem registro de estragos.
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, mais de mil drones ucranianos foram abatidos sobre o território russo nas últimas 24 horas. Somente em direção à capital, as defesas aéreas destruíram 81 drones, de acordo com o prefeito de Moscou, Sergei Sobianin.
A região de Moscou fica a mais de 400 quilômetros da fronteira com a Ucrânia e raramente é alvo de ataques dessa dimensão. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que os drones atingiram alvos localizados a mais de 500 quilômetros da fronteira.
Zelenski classificou o ataque como “totalmente justificado” e disse que a ação é uma resposta à continuidade da guerra e aos ataques russos contra cidades ucranianas. O presidente publicou um vídeo nas redes sociais mostrando fumaça preta, bombeiros e um drone em voo. Na sexta-feira anterior, ele já havia prometido retaliação após a Rússia realizar o maior ataque com drones e mísseis contra Kiev em dois dias.
O governo ucraniano afirma que os alvos são instalações militares e energéticas, como refinarias, depósitos e oleodutos, com o objetivo de reduzir a capacidade financeira e logística da ofensiva russa. Kiev nega ataques deliberados contra civis.
Do lado russo, o Ministério das Relações Exteriores acusou a Ucrânia de promover “mais um ataque terrorista em massa”. A porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, criticou o apoio da União Europeia à Ucrânia e afirmou que os ataques atingem civis. Moscou também nega realizar ataques deliberados contra áreas civis.
Os novos bombardeios acontecem poucos dias após o fim de uma trégua de três dias entre os dois países, articulada dentro das tentativas dos Estados Unidos de abrir negociações para encerrar o conflito. Desde o término do cessar-fogo, os ataques mútuos voltaram a se intensificar.

