Dezenas de milhares de pessoas participaram neste sábado (16) de duas grandes manifestações no centro de Londres, no Reino Unido. Um dos protestos foi organizado por grupos contrários à imigração, enquanto o outro reuniu manifestantes em apoio aos palestinos e em defesa de causas antirracistas.
A polícia britânica mobilizou cerca de 4 mil agentes, incluindo reforços vindos de outras regiões do país, em uma das maiores operações de segurança pública dos últimos anos na capital inglesa. As autoridades informaram que 11 pessoas foram presas no início das manifestações por diferentes crimes. Em alguns balanços posteriores, o número de detenções passou de 30.
O ato contra a imigração foi organizado pelo ativista Stephen Yaxley-Lennon, conhecido como Tommy Robinson, ligado a movimentos nacionalistas e anti-imigração. Na véspera da manifestação, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer criticou os organizadores e afirmou que o movimento “propaga ódio e divisão”. O governo britânico também proibiu a entrada no país de 11 pessoas classificadas como agitadores estrangeiros de extrema direita.
Já os atos pró-Palestina marcaram o Dia da Nakba, expressão árabe que significa “catástrofe” e relembra o deslocamento de palestinos após a criação do Estado de Israel, em 1948. Manifestantes carregaram bandeiras palestinas e cartazes pedindo o fim da guerra em Gaza.
Segundo a polícia de Londres, a cidade já registrou 33 grandes manifestações pró-Palestina desde o ataque do Hamas a Israel, em outubro de 2023. As autoridades afirmam que parte da comunidade judaica se sente intimidada com a frequência dos protestos no centro da capital britânica.
As manifestações ocorreram no mesmo dia da final da Copa da Inglaterra e elevaram a tensão na cidade. Apesar do clima de rivalidade entre os grupos, a polícia informou que os atos transcorreram sem grandes confrontos.

