Pesquisadores do projeto Genômica da Biodiversidade Brasileira estão utilizando uma técnica inovadora para mapear espécies marinhas no sul da Bahia a partir de amostras de água. O trabalho usa o chamado DNA ambiental metabarcoding, método capaz de identificar diferentes espécies sem a necessidade de capturar os animais.
O projeto é coordenado pelo Centro Tamar e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, em parceria com reservas extrativistas da região. As coletas foram realizadas em áreas de Corumbau e Cassurubá, locais importantes para pesca artesanal e preservação ambiental.
Segundo os pesquisadores, todos os seres vivos deixam rastros de DNA no ambiente por meio de resíduos como pele, fezes, urina e escamas. A partir da análise genética dessas partículas presentes na água, os cientistas conseguem identificar espécies raras, ameaçadas de extinção e até invasoras.
O estudo integra a maior iniciativa de sequenciamento genético da biodiversidade brasileira já realizada. A expectativa é ampliar futuramente o monitoramento para outros biomas do país, como Cerrado, Pantanal, Caatinga e Pampa.

