A oposição no Congresso Nacional pretende levar o caso envolvendo o Banco Master para o debate eleitoral de 2026, após o fracasso de tentativas de investigação por meio de comissões parlamentares. A informação é do portal de notícias do jornal Gazeta do Povo.
A decisão ocorre após a rejeição, no Senado, do relatório da CPI do Crime Organizado, que previa o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República.
O relator da comissão, senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, afirmou que havia indícios de irregularidades que deveriam ser investigados. No entanto, o relatório foi derrubado pelos próprios senadores.
O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, não deu andamento ao pedido de criação de uma nova comissão, o que também foi alvo de críticas.
Entre os parlamentares, o senador Eduardo Girão, do Novo do Ceará, afirmou que há indícios de proteção a autoridades. O deputado Maurício Marcon, do PL do Rio Grande do Sul, criticou mudanças na composição da comissão.
O senador Sergio Moro, do PL do Paraná, também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal, mencionando decisões que teriam dificultado o avanço das investigações.
Do lado do STF, o ministro Gilmar Mendes solicitou à Procuradoria-Geral da República a abertura de investigação contra Alessandro Vieira, alegando abuso de poder.
O ministro Dias Toffoli também se manifestou, defendendo que a Justiça Eleitoral avalie possíveis punições a políticos que façam críticas às instituições com fins eleitorais.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, divulgou nota em defesa da Corte e criticou a inclusão de ministros no relatório da CPI.

