Pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo (12) no portal de notícias do jornal Folha de S. Paulo mostra que a maioria dos brasileiros defende que o ex-presidente Jair Bolsonaro continue em prisão domiciliar. Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados são favoráveis à permanência em casa.
Por outro lado, 37% dos brasileiros defendem que Bolsonaro volte ao regime fechado, atualmente cumprido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Outros 5% não souberam ou não responderam.
A pesquisa também mostra diferenças de opinião conforme o perfil dos entrevistados. Entre pessoas com mais de 60 anos, 61% apoiam a prisão domiciliar. Já entre jovens de 16 a 24 anos, 44% defendem a volta ao regime fechado.
Em relação à ocupação, 81% dos empresários são favoráveis à permanência em casa. Entre os desempregados, 42% defendem que o ex-presidente retorne à prisão comum.
Na análise por região, o Nordeste apresenta empate técnico. Nessa região, 48% defendem a prisão domiciliar e 47% são favoráveis ao retorno ao regime fechado.
A divisão também aparece conforme a posição política. Entre eleitores que se identificam como bolsonaristas, 94% defendem a permanência em casa. Já entre petistas, 68% são favoráveis à volta à prisão, enquanto 28% apoiam a domiciliar. Entre os eleitores de centro, 53% defendem a domiciliar e 41% preferem o retorno ao regime fechado.
Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre 90 dias de prisão domiciliar temporária por decisão do ministro Alexandre de Moraes, concedida em 27 de março de 2026. A medida foi tomada após o ex-presidente ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por participação em uma trama golpista após as eleições de 2022.
Durante o período de prisão domiciliar, ele deve cumprir regras como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de uso de redes sociais, além de não poder participar de aglomerações em um raio de até 1 quilômetro de sua residência.
As visitas também são restritas. Apenas advogados, mediante agendamento, médicos, com acesso livre, e filhos, em dias determinados, podem visitá-lo. Outras visitas não são permitidas.
A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 pessoas em 137 cidades entre os dias 7 e 9 de abril de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento está registrado sob o número BR-03770/2026.

