A Comissão Permanente de Cidadania da Câmara Municipal realizou uma reunião pública para discutir o gasto de R$ 64 mil com a escultura de capivara instalada na Represa Municipal, conhecida como “Dona Capi”. A obra foi doada ao município pelo artista Fernando Fachini.
A comissão esperava ouvir explicações do secretário de Desenvolvimento Econômico, Mário Welber, responsável pelo projeto. Como o secretário não compareceu à reunião na Câmara, os vereadores decidiram ir até a secretaria para obter esclarecimentos.
Participaram da diligência os vereadores João Paulo Rillo (PT), Pedro Roberto (Republicanos), Nenê da Zona Norte (PSB) e Alexandre Montenegro (PL). O grupo foi recebido pelo secretário, que apresentou justificativas para o gasto realizado com a escultura.
Segundo Welber, os reparos foram necessários devido a atos de vandalismo e uso indevido da obra. Ele afirmou que pessoas subiram na escultura e chegaram a utilizá-la para manobras de skate, o que comprometeu a estrutura.
O secretário informou que foi preciso reforçar a estrutura para evitar danos maiores. De acordo com ele, sem os reparos, a cabeça da capivara poderia ter quebrado.
Os vereadores questionaram por que houve gasto público após a doação da obra. Também pediram informações sobre o valor da escultura caso fosse comprada, os motivos da doação pelo artista e a ausência de chamamento público para outros artistas participarem do projeto.
Mesmo após as explicações, os parlamentares solicitaram documentos à secretaria. Entre os pedidos estão o termo de doação da obra, a relação de artistas consultados e os orçamentos referentes à aquisição e aos reparos da escultura.
Ao final da reunião, houve um desentendimento entre vereadores e um assessor da secretaria, que fez ofensas aos parlamentares. A situação terminou em confusão, e a Guarda Municipal foi acionada para registrar a ocorrência. O vereador João Paulo Rillo foi chamado de vagabundo por um assessor que ele identificou como “Nélio”.

