Garantir segurança às vítimas e evitar a repetição da violência. Esse é o objetivo das medidas protetivas concedidas pela Justiça a mulheres que sofreram violência doméstica.
Em Rio Preto, o cumprimento dessas medidas conta com o apoio da Patrulha Maria da Penha, serviço especializado da Guarda Civil Municipal.
A equipe realiza acompanhamento das mulheres que receberam proteção judicial e verifica se os agressores estão cumprindo a determinação de manter distância das vítimas.
A guarda civil municipal Monique Fialho explica que o trabalho envolve visitas frequentes aos endereços das mulheres atendidas.
Segundo ela, os agentes recebem as medidas protetivas e realizam visitas para verificar se o agressor não voltou a se aproximar da vítima. Caso seja identificado descumprimento da ordem judicial, o agressor é localizado e encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher.
O serviço foi criado em 2020 e já atendeu mais de 7 mil mulheres em Rio Preto. Nesse período, também foram realizadas mais de 20 mil visitas de acompanhamento.
De acordo com Monique Fialho, além da fiscalização, as visitas permitem registrar novas informações sobre os casos. Os relatos das vítimas são transformados em relatórios encaminhados ao Ministério Público para análise.
A guarda civil Kátia Souza destaca que um dos principais desafios ainda é o desconhecimento das vítimas sobre os serviços de proteção disponíveis.
Segundo ela, muitas mulheres demoram a procurar ajuda por falta de informação ou por medo. Por isso, o trabalho da Patrulha também envolve orientação, acolhimento e escuta.
O guarda civil Thiago Ronda afirma que o combate à violência contra a mulher também depende da participação dos homens.
Ele afirma que se sente honrado em participar dessa missão e que o envolvimento masculino no enfrentamento da violência tem crescido ao longo dos anos.
Segundo ele, em alguns casos pode haver dificuldade inicial para que as vítimas se sintam à vontade em conversar com agentes homens, mas com o tempo a equipe consegue construir confiança e quebrar essas barreiras.
A atuação da Patrulha Maria da Penha reforça a importância do compromisso coletivo da sociedade no combate e na prevenção da violência contra a mulher.

