O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4) o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. A votação ocorreu de forma unânime.
Com a decisão, o tratado conclui sua tramitação no Congresso Nacional.
O Projeto de Decreto Legislativo, que ratifica o acordo, ainda precisa ser promulgado pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá.
Essa etapa finaliza a internalização do acordo pelo Parlamento brasileiro.
O Mercosul é formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Pelo acordo, os países do bloco sul-americano vão zerar tarifas sobre 91% dos produtos europeus em até 15 anos.
Já a União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos produtos vendidos pelo Mercosul em até 12 anos.
Na prática, o tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, reunindo mais de 720 milhões de habitantes.
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que o acordo poderá aumentar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões.
Segundo a agência, o tratado também deve ampliar a diversificação das exportações brasileiras e beneficiar setores da indústria nacional.
Os parlamentos da Argentina e do Uruguai já haviam aprovado o acordo na semana passada.
Do lado europeu, o Parlamento Europeu solicitou em janeiro que o Tribunal de Justiça da União Europeia faça uma análise jurídica sobre o tratado.
Mesmo assim, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o acordo deverá começar a ser aplicado provisoriamente a partir de maio.
O tratado tem apoio de países como Alemanha e Espanha.
Por outro lado, enfrenta resistência principalmente da França, que teme prejuízos ao setor agropecuário europeu.

