Moradores de Havana, capital de Cuba, afirmam que o país passa por uma crise muito grave. A situação piorou depois que os Estados Unidos dificultaram a chegada de energia e petróleo na ilha no final de janeiro.
Faltam produtos básicos, o transporte público diminuiu e a comida está muito cara. A arquiteta Ivón Rivas, de 40 anos, contou que os apagões agora duram muitas horas e ninguém sabe quando a luz vai voltar. Teve dia que a cidade ficou 12 horas no escuro.
No interior de Cuba a situação é ainda pior, com falta de energia quase o dia todo. O tio de Ivón, o economista aposentado Feliz Jorge Brown, de 71 anos, diz que este é o momento mais difícil que já viu em sua vida, pior até do que as crises dos anos 90.
Sem luz, nada funciona direito: falta água nas torneiras, a internet cai e os caixas eletrônicos dos bancos param. Os preços do arroz, do óleo e do frango subiram muito rápido nas últimas semanas, dificultando a alimentação das famílias.
O governo dos Estados Unidos diz que faz isso para pressionar o governo de Cuba, mas os moradores reclamam que é o povo quem está sofrendo. Além da falta de luz, o transporte entre as cidades diminuiu muito e os remédios estão difíceis de encontrar nos hospitais.
Apesar de tudo, as escolas e as aulas de música para as crianças continuam funcionando. O filho de Ivón, Robin, de 9 anos, segue estudando. Os moradores tentam levar a vida, mas enfrentam muita incerteza sobre o futuro do país.

