A Polícia Federal quer permissão do ministro André Mendonça para cruzar dados de duas investigações diferentes. Uma delas é sobre o Banco Master e a outra é sobre o roubo de dinheiro de aposentados e pensionistas do INSS. A informação é da Gazeta do Povo em seu portal de notícias desta quinta-feira.
Mendonça se reuniu com delegados da Polícia Federal na última segunda-feira. Os investigadores acham que os mesmos grupos de pessoas e o mesmo caminho do dinheiro podem estar nos dois crimes. O Banco Master já é investigado por cuidar de dinheiro que teria sido tirado de forma errada das contas de aposentados.
A investigação sobre a venda do banco para o BRB (Banco de Brasília) deve terminar em março. Existe a suspeita de que os documentos da venda foram falsificados. Além disso, a polícia olha para influenciadores digitais que teriam sido pagos para falar mal do Banco Central após o fechamento do Master.
O ministro André Mendonça, que assumiu o caso no lugar de Dias Toffoli, decidiu deixar a Polícia Federal trabalhar com mais liberdade. Ele autorizou que mais peritos olhem os celulares e computadores apreendidos. Antes, apenas quatro pessoas escolhidas pelo ministro anterior podiam mexer nas provas.
Mendonça deu um prazo de 60 dias para a Polícia Federal entregar um novo relatório. O objetivo é saber se existem autoridades com foro privilegiado envolvidas no esquema. Por enquanto, o caso continua no STF por ser muito complicado e envolver nomes de pessoas importantes da política e das finanças.

