O programa de incentivo para a construção de centros de dados no Brasil, chamado Redata, pode voltar se o Congresso Nacional quiser, disse o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quarta-feira.
A medida que dava descontos nos impostos perdeu a validade porque o Senado não votou o texto dentro do prazo, que termina hoje.
Agora, o ministro vai conversar com os chefes da Câmara e do Senado para ver se ainda existe interesse em aprovar o projeto, que pode atrair bilhões de reais em investimentos para o país. Haddad disse que a equipe do governo está estudando formas de trazer o programa de volta sem desrespeitar as leis de gastos.
Haddad afirmou que essa é uma questão de soberania digital. Ele explicou que o objetivo é fazer com que as empresas guardem e processem as informações dos brasileiros aqui dentro do Brasil, em vez de fazer isso em outros países.
Os centros de dados são locais que guardam muita informação da internet e sistemas de inteligência artificial. Como essas máquinas esquentam muito, elas precisam de resfriamento constante e gastam bastante energia elétrica.
A proposta que perdeu a validade dava descontos nos impostos para empresas que aceitassem algumas condições, como:
- Atender ao menos 10% do mercado do Brasil;
- Gastar 2% do valor dos equipamentos em pesquisa e tecnologia;
- Mostrar relatórios sobre o uso da água;
- Usar apenas energia limpa, como a do sol ou do vento.
O projeto tinha passado pela Câmara dos Deputados, mas não foi votado no Senado a tempo de continuar valendo.

