Um levantamento feito pela organização Comitê para a Proteção dos Jornalistas, o CPJ, revelou que 129 profissionais de imprensa morreram trabalhando em 2025. Esse é o maior número de mortes de jornalistas já registrado desde que a organização começou a fazer a contagem, há mais de trinta anos.
O relatório explica que a maioria dessas mortes aconteceu por causa de guerras. Do total de jornalistas assassinados, 86 perderam a vida em ataques feitos pelas forças militares de Israel. Além de Israel, países como Sudão, México, Rússia e Filipinas também aparecem com muitos casos de profissionais mortos.
A presidente da organização, Jodie Ginsberg, afirmou que os ataques contra jornalistas são um perigo para a liberdade de todos. Ela disse que muito pouco está sendo feito para investigar essas mortes e punir os culpados. Para a organização, a falta de castigo para quem ataca a imprensa faz com que novos crimes continuem acontecendo no mundo todo.
O documento cita casos de jornalistas conhecidos, como Hossam Shabat, que trabalhava para a Al Jazeera e morreu em um ataque a seu carro em Gaza. Outro repórter citado é Anas al-Sharif, que também morreu em um bombardeio após receber diversas ameaças. A organização lembra que, pelas leis internacionais, os jornalistas são civis e nunca devem ser alvos de ataques em guerras.
Além das guerras, o relatório aponta que o crime organizado e os políticos corruptos também matam jornalistas em países como México, Índia e Colômbia. O uso de drones, que são pequenos aviões sem piloto, também aumentou as mortes. Na guerra entre Rússia e Ucrânia, quatro profissionais foram mortos por ataques de drones russos no ano passado.

