Uma reunião a portas fechadas do Supremo Tribunal Federal, realizada na quinta-feira (12), terminou com a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master e a divulgação de uma nota assinada pelos dez ministros da Corte. O documento negou qualquer suspeição de Toffoli e declarou válidos todos os atos praticados por ele no processo.
Para juristas ouvidos por veículos de imprensa, o episódio simboliza uma atuação sem precedentes do STF, ao assumir coletivamente a defesa de um de seus integrantes. A avaliação é de que a Corte deixou de preservar sequer a aparência de distanciamento institucional.
A jurista Katia Magalhães afirmou que a nota “fecha a questão” sobre suspeição e inviabiliza linhas relevantes de investigação. Para ela, há contradição no gesto: se não havia suspeição, Toffoli deveria ter permanecido como relator. “Isso não é colegialidade, é blindagem”, disse.
Outros juristas também criticaram o teor da manifestação e apontaram que a postura reforça a percepção de concentração de poder e enfraquecimento de controles institucionais sobre o Supremo.

