A inflação oficial do país fechou o mês de janeiro em 0,33%, mesmo patamar registrado em dezembro. O resultado foi influenciado principalmente pela redução na conta de luz, que ajudou a compensar a alta nos preços da gasolina. Em janeiro de 2025, o índice havia sido de 0,16%.
Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), chegou a 4,44%, permanecendo dentro do limite máximo de tolerância da meta estabelecida pelo governo federal.
A gasolina foi o item que exerceu maior pressão de alta no índice, contribuindo com 0,10 ponto percentual. Já a conta de luz mais barata teve impacto negativo de 0,11 ponto percentual, ajudando a conter a inflação do mês.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.
A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que estabelece um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Desde novembro do ano passado, o IPCA permanece dentro desse limite.
Desde o início de 2025, o sistema de avaliação da meta passou a considerar os 12 meses imediatamente anteriores, e não apenas o fechamento do ano. A meta é considerada descumprida caso o índice ultrapasse o intervalo de tolerância por seis meses consecutivos.
Segundo estimativas de instituições financeiras consultadas pelo Boletim Focus, do Banco Central, o IPCA deve encerrar 2026 em 3,97%.
O IPCA mede o custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos e acompanha preços de 377 produtos e serviços. A coleta é feita em dez regiões metropolitanas, além de Brasília e outras capitais do país.

