Mesmo com a taxa básica de juros no maior patamar em quase duas décadas, o Brasil fechou 2025 com a menor taxa média de desemprego desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. O índice ficou em 5,6%, contra 6,6% em 2024.
Segundo o IBGE, o principal fator para esse resultado foi o consumo das famílias, impulsionado pelo aumento da renda e pelo maior número de pessoas ocupadas. Em 2025, o país atingiu a marca de 103 milhões de trabalhadores ocupados.
A coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, explica que o efeito dos juros elevados não se espalhou de forma uniforme pela economia. Setores menos dependentes de crédito, como serviços e comércio, sustentaram a geração de empregos.
O rendimento médio mensal do trabalhador chegou a R$ 3.560, o maior já registrado, com crescimento real de 5,7%. O aumento da renda ajudou a manter o consumo, mesmo com crédito mais caro.

