Os mais de 3,1 milhões de estudantes da rede estadual de São Paulo voltam às aulas na próxima segunda-feira (2). Para o ano letivo de 2026, a Secretaria da Educação do Estado preparou mudanças que incluem a ampliação do ensino médio técnico, a expansão do programa Bolsa Estágio Ensino Médio (BEEM) e o início do modelo de escolas cívico-militares.
Segundo a Secretaria, as medidas buscam melhorar o aprendizado dos alunos desde o ensino fundamental até o ensino médio. Também estão previstos ajustes em projetos de tutoria e recomposição da aprendizagem, especialmente em língua portuguesa e matemática.
Uma das principais novidades é o crescimento do ensino médio técnico. Em 2026, o número de matrículas na educação profissional deve chegar a 231 mil alunos em mais de 2.200 escolas estaduais. Além da ampliação das vagas, novos cursos passam a ser oferecidos, como eletrônica e meio ambiente, somando 11 opções no total.
Alunos da 2ª e 3ª séries do ensino médio técnico também podem participar do programa BEEM, que oferece estágio remunerado. Em 2025, cerca de 10 mil estudantes participaram da iniciativa, recebendo bolsas de até R$ 851. A expectativa é abrir mais 30 mil vagas até o segundo semestre deste ano.
Outro destaque é o início do modelo de escolas cívico-militares em 100 unidades distribuídas por 89 municípios. Essas escolas seguem o Currículo Paulista e contam com apoio de monitores para segurança, disciplina e acolhimento, além de avaliações periódicas do desempenho dos militares envolvidos.
A Secretaria também ampliou o programa de tutoria para alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental. O objetivo é apoiar estudantes com defasagem em leitura e matemática. No ensino médio, professores contam com o auxílio de alunos monitores selecionados pelo desempenho escolar.
A rede estadual inicia 2026 mais próxima da meta de alfabetizar 90% dos alunos do 2º ano até os sete anos de idade. Dados recentes mostram que 76% das crianças avaliadas já apresentam leitura adequada para a idade.

