Os Estados Unidos apresentaram um plano em três fases para o futuro da Venezuela, segundo informações divulgadas por autoridades americanas após a operação militar que retirou o presidente Nicolás Maduro do poder. A estratégia, detalhada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, começa com ações para estabilizar o país e evitar que entre em colapso logo após os eventos recentes.
A segunda fase do plano dos EUA prevê uma recuperação econômica, com especial foco no setor de petróleo, que é a principal fonte de receitas da Venezuela. Parte dessa fase já está em andamento: o governo americano pretende vender até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano no mercado internacional e permitir que empresas americanas e de países aliados possam acessar o mercado de energia venezuelano sob controle dos EUA.
A etapa final do plano é uma transição política que, segundo Rubio, deve ser liderada pelo próprio povo venezuelano. A ideia é apoiar um processo de reconciliação nacional, com possível anistia para líderes da oposição e reconstrução das instituições democráticas. No entanto, o secretário não entrou em detalhes sobre como essa fase será conduzida.
O anúncio tem provocado reação internacional. Países e organizações de diversos continentes têm questionado a legalidade de uma intervenção tão ampla e levantado preocupações sobre soberania e respeito ao direito internacional, enquanto os Estados Unidos defendem que suas ações visam trazer estabilidade e impedir o caos no país vizinho.

