As férias escolares mudam a rotina das crianças e das famílias. Com mais tempo livre, novas atividades e, muitas vezes, menos supervisão direta, aumentam também os riscos de acidentes. Especialistas alertam que alguns cuidados simples podem ajudar a evitar problemas durante esse período.
Segundo o pediatra e alergista Josemar Lídio de Matos, do Hospital Santa Catarina, o primeiro desafio das férias é escolher locais seguros para as brincadeiras. Ele explica que é importante observar se parques, clubes, hotéis e casas alugadas oferecem o mínimo de segurança, como brinquedos em bom estado, pisos que absorvam impacto, redes em janelas e proteção em piscinas.
Os riscos variam conforme a idade da criança. Em crianças de até 3 anos, muitos acidentes acontecem dentro de casa. Quedas de camas, sofás e móveis são comuns, principalmente em viagens, quando o berço não está disponível. Há ainda risco de queimaduras, quando a criança puxa panelas ou pratos quentes, e de intoxicação, ao ter acesso a produtos de limpeza.
Em crianças maiores, os acidentes costumam ocorrer durante brincadeiras mais agitadas, como andar de bicicleta, skate ou patins. Nesses casos, os especialistas recomendam o uso de equipamentos de proteção, como capacete, joelheiras e cotoveleiras, sempre com a supervisão de um adulto.
O risco de afogamento também preocupa. Em locais com piscina ou praia, a orientação é não permitir o acesso das crianças sem acompanhamento e verificar se há barreiras de proteção. Para os médicos, basta um momento de distração para que um acidente aconteça.
Além da supervisão, o diálogo é apontado como essencial. Pais devem explicar às crianças como agir em situações de risco, como pedir ajuda, não se afastar demais e respeitar sinalizações, especialmente em praias e locais movimentados. Outra dica é vestir as crianças com roupas de cores fortes, o que facilita a visualização à distância e ajuda na segurança.

