Os protestos contra o aumento do custo de vida no Irã se espalharam por várias universidades e outras partes do país nesta terça-feira, 30 de dezembro, com estudantes, lojistas e comerciantes nas ruas, segundo relatos da imprensa internacional.
A mobilização começou por causa da perda de valor da moeda local, o rial, e da elevação dos preços, que têm dificultado a vida das famílias. A inflação chegou a cerca de 42,5% em dezembro e a moeda perdeu quase metade do seu valor em relação ao dólar ao longo do ano.
Em resposta aos protestos, o presidente Masoud Pezeshkian pediu ao Ministério do Interior que ouça as “demandas legítimas” dos manifestantes e anunciou a criação de um mecanismo de diálogo entre o governo e líderes dos protestos.
A porta-voz do governo afirmou que as autoridades reconhecem oficialmente os protestos e ouviram as vozes dos participantes, entendendo que a pressão sobre os meios de subsistência das pessoas gerou as manifestações.
As autoridades iranianas não detalharam como se dará o diálogo proposto nem quais serão os próximos passos, enquanto a mobilização segue em diferentes cidades do país.

