A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga empresas terceirizadas contratadas pela Prefeitura de Rio Preto ouviu, nesta sexta-feira (5), o representante da empresa MG Produtos Equipamentos e Serviços Ltda. A reunião foi realizada no auditório da Câmara Municipal.
Os vereadores João Paulo Rillo (PT) e Pedro Roberto (Republicanos) conduziram a oitiva do preposto da empresa, Vinicius Rodrigues Antunes. A MG é responsável pela gestão de cerca de 300 porteiros que atuam nas escolas municipais.
A empresa assumiu o serviço após a Prefeitura rescindir o contrato com a GF Serviços, em outubro, por problemas trabalhistas, como atraso de salários e benefícios. Segundo o representante da MG, cada posto de trabalho custa cerca de R$ 10 mil ao município. Cada porteiro recebe salário de R$ 1.912, além de benefícios como cesta básica, vale-transporte e vale-refeição.
Durante a reunião, os vereadores questionaram a ausência do contrato da MG no portal da transparência da Prefeitura e a falta de atualização do contrato social da empresa.
O presidente da CEI informou ainda que existe uma denúncia registrada na Delegacia da Mulher sobre possível importunação sexual e assédio envolvendo o preposto da empresa e uma funcionária terceirizada. Foram apresentados prints de conversas com mensagens e imagens. O representante afirmou que irá tratar do assunto apenas na Justiça.
Ao final, a comissão aprovou a convocação do proprietário da empresa, Lucas Henrique Braga, para prestar novos esclarecimentos sobre o contrato e as denúncias.

