O deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP) defendeu a participação dos sindicatos nas discussões sobre a jornada de trabalho 6×1. A fala ocorreu durante reunião da Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Após a leitura do relatório pelo presidente da comissão, deputado Léo Prates, Motta criticou a ausência das entidades sindicais no debate. Para ele, é inadmissível que os representantes dos trabalhadores não sejam ouvidos. “Os sindicatos não podem ficar de fora de uma proposta que mexe diretamente com a rotina dos trabalhadores”, afirmou.
Motta, que também preside a Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo, destacou a presença de mais de 30 dirigentes sindicais paulistas na reunião. Ele alertou que algumas medidas recentes fragilizam direitos garantidos em convenções coletivas. Como exemplo, citou portarias que permitem trabalho em feriados sem garantias mínimas. Também lembrou que, em certos setores, como o supermercadista, trabalhadores sequer recebem cesta básica.
O deputado reforçou que a construção de uma jornada justa precisa considerar a voz de quem vive a realidade do trabalho. “Não se faz política trabalhista ignorando quem representa os trabalhadores”, concluiu.

