A Justiça de Mirassol marcou para 20 de janeiro de 2026 a audiência de instrução, interrogatório, debates e julgamento do vice-prefeito de Rio Preto, Fábio Marcondes (PL), denunciado por injúria racial. O caso será analisado na 1ª Vara Judicial. A vítima é Adilson Antônio de Oliveira, segurança do Palmeiras.
O episódio ocorreu em 23 de fevereiro de 2025, no Estádio Maião, após o jogo entre Mirassol e Palmeiras pelo Campeonato Paulista. Segundo o registro policial, Marcondes teria chamado o segurança de “macaco velho” e repetido a palavra “lixo”. A cena foi filmada pela TV TEM e citada por testemunhas durante a investigação.
A Polícia Civil produziu dois laudos do Instituto de Criminalística que apontaram a expressão “paca véa”. No entanto, um relatório técnico com ferramentas de inteligência artificial indicou que houve ofensa racial. A Polícia Civil indiciou Marcondes em 31 de julho, e o Ministério Público apresentou denúncia em agosto, com base nas imagens, depoimentos e análise de áudio. O promotor José Silvio Codogno pediu a condenação e a perda do mandato de vice-prefeito e da função de secretário de Obras.
A denúncia foi aceita, e Marcondes se tornou réu. A defesa pediu que as provas de áudio e vídeo fossem retiradas do processo e tentou suspender a ação por meio de habeas corpus no Tribunal de Justiça. A liminar foi negada pelo desembargador Jayme Walmer de Freitas, e o mérito também foi rejeitado pela 3ª Câmara de Direito Criminal, permitindo a continuidade do processo.
A juíza Natália Berti autorizou que a vítima atue como assistente de acusação. O Ministério Público e o assistente receberam prazo para se manifestar sobre as questões levantadas pela defesa antes da audiência marcada para janeiro.
