O lançamento do Ponto de Cultura Inês Ettiene reuniu ativistas, pesquisadores e familiares de desaparecidos no último domingo (30), em Petrópolis. O movimento busca preservar a memória política do país e fortalecer ações de resistência e direitos humanos.
A Casa da Morte, imóvel usado pela ditadura militar para torturas e assassinatos, foi o centro das atenções. O grupo realizou um ato público em frente ao local e defendeu sua desapropriação para transformá-lo em um espaço permanente de memória. O processo chegou a ser iniciado, mas não foi concluído, e o imóvel permanece como propriedade privada.
O projeto leva o nome de Inês Ettiene Romeu, única sobrevivente documentada da Casa da Morte. Detida em 1971, ela denunciou as torturas após ser libertada. Inês morreu em 2015 e hoje é símbolo da luta pelos direitos humanos.
Os organizadores planejam novas atividades culturais, exibições de filmes, rodas de conversa e ações educativas sobre os crimes cometidos durante a ditadura militar no Brasil.

