A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) divulgou nesta terça-feira (2) uma publicação com os principais riscos para 2026. Entre os desafios, estão a segurança nas eleições, ataques cibernéticos com uso de inteligência artificial e ameaças externas que podem afetar o país.
O relatório foi elaborado com apoio de especialistas e instituições de pesquisa. O documento indica cinco pontos de atenção: proteção do processo eleitoral, transição para criptografia pós-quântica, ataques digitais com agentes autônomos de IA, mudanças nas cadeias globais de suprimento e dependência tecnológica de big techs.
Segundo a Abin, o processo eleitoral de 2026 pode enfrentar tentativas de desinformação e ações para deslegitimar instituições democráticas, como ocorreu nos ataques de 8 de janeiro de 2023. A agência também alerta para a influência do crime organizado em áreas onde o Estado tem menor presença.
O relatório ainda menciona preocupações com mudanças climáticas, aumento de catástrofes e impactos sobre energia e segurança alimentar. O estudo lembra que o Brasil vive um cenário de “multipolaridade desequilibrada”, com competição intensa entre grandes potências e riscos de interferência externa.
A Abin também aponta que a evolução da computação quântica poderá tornar obsoleta a criptografia atual em até 15 anos, exigindo novas tecnologias nacionais. Para a agência, o domínio digital será o centro das disputas geopolíticas no futuro.

