Um levantamento da Nexus analisou mais de 173 mil publicações sobre menstruação entre janeiro de 2024 e outubro de 2025. Apesar de a maioria tratar do tema com humor ou relatos pessoais, posts sobre dignidade menstrual e impactos sociais tiveram quase o dobro de interações.
Essas publicações abordam pobreza menstrual, licença menstrual, impacto no trabalho e acesso à saúde. Segundo a Nexus, o interesse é alto porque esses temas envolvem direitos, educação e condições de vida.
O estudo aponta que políticas públicas recentes reforçaram o debate, como a distribuição de absorventes a mulheres vulneráveis e o projeto de lei que cria licença menstrual para casos graves.
O tema mais frequente nas redes ainda são as cólicas, presentes em 45% das postagens. Mas os assuntos com maior engajamento foram “menstruação em crises humanitárias” e “licença menstrual”.
A ONG Fluxo Sem Tabu, criada em 2020 por Luana Escamilla, mostra que o tema vai além das redes. A organização atende milhares de meninas em situação de vulnerabilidade, oferecendo absorventes, informações e melhorando banheiros comunitários. A meta é impactar 50 milhões de pessoas até 2030.

