A CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (27), 393 requerimentos apresentados pelos parlamentares que investigam fraudes em descontos indevidos feitos em benefícios de aposentados e pensionistas. Entre as medidas aprovadas estão dois pedidos de prisão preventiva.
Os pedidos de prisão são para Cecília Rodrigues Mota, presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil, e para o empresário João Carlos Camargo Júnior, conhecido como “alfaiate dos famosos”, que teria feito movimentações financeiras com investigados pela CPMI e pela Polícia Federal.
Além das prisões, os parlamentares aprovaram solicitações de informações, pedidos de acareação e requerimentos para bloqueio de bens.
Durante a reunião, deputados e senadores decidiram retirar da pauta 86 requerimentos que não tiveram acordo entre governo e oposição. Esses itens serão votados na próxima semana, com votação nominal.
Um dos pontos que gerou discussão foi a análise da convocação coercitiva do advogado-geral da União, Jorge Messias, que já havia sido convidado pela CPMI, mas não compareceu.
Também nesta quinta-feira, a comissão ouviu o depoimento de Mauro Palombo Concílio, contador de empresas suspeitas de receber valores desviados de aposentados e pensionistas por meio de descontos ilegais.
O Ministério da Previdência informou que já devolveu R$ 2,56 bilhões a 3,75 milhões de beneficiários prejudicados pelo esquema. Até agora, mais de 6,1 milhões de segurados contestaram descontos em seus benefícios, e 4,8 milhões estão aptos a receber o ressarcimento.
Os pedidos podem ser feitos até 14 de fevereiro de 2026 pelos canais oficiais do INSS: aplicativo ou site Meu INSS, telefone 135 ou agências dos Correios.

