O Museu do Ipiranga, em São Paulo, abriu nesta terça-feira (25) a exposição “Debret em questão – olhares contemporâneos”. A mostra reúne 35 pranchas do artista francês Jean-Baptiste Debret, que viveu no Brasil no século XIX, e obras de 20 artistas contemporâneos que reinterpretam sua produção.
Debret retratou o cotidiano do Brasil Império, incluindo cenas de violência e da vida de pessoas escravizadas. Seu trabalho é considerado importante por mostrar a realidade social da época, longe de imagens idealizadas. A exposição relembra que muitas dessas obras foram rejeitadas pelo governo imperial justamente por expor a brutalidade da escravidão.
Na segunda parte da mostra, artistas atuais revisitam Debret para questionar narrativas históricas e destacar como marcas da escravidão ainda influenciam o país. Entre eles estão Rosana Paulino, que apresenta obra inédita sobre exploração do território, e Jaime Lauriano, que expõe uma instalação que aborda racismo, violência e desigualdade.
A exposição também traz obras em diferentes técnicas, como fotografia, pintura, vídeo e instalação. Para os curadores, revisitar Debret hoje ajuda a refletir sobre permanências da desigualdade e sobre como imagens antigas ainda moldam percepções atuais.
A mostra fica aberta ao público até 17 de maio do próximo ano, de terça a domingo, das 10h às 17h.

