O ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu que usou um ferro de solda para tentar soltar a tornozeleira eletrônica no fim da tarde de sexta-feira (21). A declaração aparece em vídeo anexado ao processo, no qual ele responde às perguntas da diretora-adjunta da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap), Rita Gaio.
No diálogo, Bolsonaro diz que encostou “um ferro quente” no equipamento e confirma que se tratava de um ferro de solda. Ele também afirmou que não chegou a romper a pulseira. Pouco depois da meia-noite, às 00h07 deste sábado, o sistema de monitoramento apontou alerta de violação. A equipe da Seap foi até a casa do ex-presidente, que inicialmente disse ter batido a tornozeleira na escada.
Ao verificar o equipamento, os agentes encontraram marcas de queimadura em toda a parte de fechamento do dispositivo. A tornozeleira foi substituída, e a danificada foi recolhida para análise.
Após o episódio, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva do ex-presidente. O despacho, o relatório da Seap e o vídeo do momento da inspeção tiveram o sigilo retirado.
Bolsonaro recebeu a visita dos advogados, que informaram que vão recorrer da decisão. A defesa tem 24 horas para explicar ao Supremo Tribunal Federal a tentativa de violação do equipamento.

