Após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, ministros do governo federal defenderam a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A ministra Gleisi Hoffmann afirmou que a medida segue o devido processo legal e foi tomada diante do risco de fuga.
Gleisi destacou que o caso é marcado por tentativas de coação à Justiça e que a prisão se fundamenta em fatos concretos, como a violação da tornozeleira eletrônica.
O ministro Guilherme Boulos disse que ninguém está acima da democracia e que a tentativa de golpe precisa ser punida. Ele citou episódios de fuga de aliados do ex-presidente e afirmou que Bolsonaro poderia tentar deixar o país se não estivesse em prisão domiciliar.
Segundo Moraes, a vigília convocada por Flávio Bolsonaro poderia facilitar uma fuga e causar tumulto. Foi constatada ainda tentativa de romper a tornozeleira eletrônica durante a madrugada.
A audiência de custódia está marcada para domingo. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão e pode ter a pena executada em breve.

