O rascunho da carta final da COP30 reúne propostas para acelerar as ações climáticas no mundo. O documento diz que ainda é possível limitar o aquecimento do planeta a 1,5°C, mas isso depende de ações rápidas e bem definidas. A carta pede que os países diminuam o uso de combustíveis fósseis e definam datas para cortar carvão, petróleo e gás.
O texto também destaca que países mais ricos, historicamente responsáveis por maiores emissões, devem ampliar suas metas e oferecer mais recursos financeiros para ajudar na adaptação e na proteção de regiões vulneráveis. A ampliação do financiamento é tratada como essencial, especialmente para apoiar comunidades que já sofrem com secas, enchentes e outros eventos extremos.
O rascunho reforça a importância do Fundo de Perdas e Danos, criado para ajudar lugares mais afetados pela crise climática. Segundo o documento, o sistema atual é lento e burocrático. Por isso, a COP30 deve trabalhar por um modelo que garanta acesso rápido ao dinheiro.
O texto também pede mais investimentos em adaptação, como segurança hídrica, saúde, agricultura sustentável e proteção contra desastres. Povos indígenas e comunidades tradicionais são citados como essenciais para proteger florestas e biodiversidade. Para eles, a carta pede mais participação e respeito aos direitos territoriais.
Outro ponto é a transição energética, com foco em fontes renováveis, redes de transmissão e projetos que levem energia limpa a regiões como a Amazônia. A proposta ainda destaca que trabalhadores ligados ao setor de combustíveis fósseis devem receber apoio na mudança de atividade.
O documento fala também de comércio internacional, pedindo que acordos comerciais não incentivem desmatamento ou exploração irregular. Sugere ainda que países tenham mais acesso a tecnologias limpas.
Para os organizadores, a COP30 é vista como momento decisivo. A ideia é mostrar que o mundo ainda pode agir de forma conjunta e evitar impactos maiores da crise climática.

