A China ampliou a tensão diplomática com o Japão ao anunciar que não está prevista uma reunião entre o premiê Li Qiang e a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi durante o G20. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que declarações da líder japonesa causam “danos fundamentais” à relação entre os dois países. A informação é do portal de notícias do jornal Folha de S. Paulo.
A crise começou quando Takaichi disse que poderia acionar uma lei japonesa em caso de uso de força militar da China contra Taiwan. Para Pequim, a declaração viola sua soberania e interfere em assuntos internos.
Após o incidente, o governo chinês aconselhou seus cidadãos a evitarem viagens ao Japão. Companhias aéreas passaram a reembolsar passagens sem custo. Já o governo japonês orientou seus cidadãos na China a adotarem cuidados extras de segurança.
Nas últimas semanas, houve ações militares dos dois lados. O Japão mobilizou sua força aérea após detectar um drone chinês próximo a seu território. A China intensificou patrulhas navais nas Ilhas Senkaku e enviou um navio de mísseis para a região.
Para especialistas, o histórico de conflitos entre os dois países aumenta a sensibilidade da crise. O Japão tenta reduzir a tensão com o envio de representantes diplomáticos para reuniões com autoridades chinesas.
