Um estudo da organização Todos pela Educação mostrou que, apesar do avanço na última década, a conclusão do ensino médio no Brasil ainda é muito influenciada pela renda e pela cor dos estudantes.
Segundo a pesquisa, a taxa de conclusão até os 19 anos passou de 54,5% em 2015 para 74,3% em 2025. No ensino fundamental, o índice subiu para 88,6%.
A renda continua sendo o fator mais determinante. A diferença entre os 20% mais pobres e os 20% mais ricos caiu, mas ainda é grande: 60,4% contra 94,2% no ensino médio. Pela projeção, levaria mais de duas décadas para que estudantes pobres alcancem o mesmo nível dos ricos, mantendo o ritmo atual.
A pesquisa também aponta diferença entre estudantes brancos e amarelos e os que se declaram pretos, pardos e indígenas. Em 2025, a taxa de conclusão foi de 81,7% para o primeiro grupo e de 69,5% para o segundo.
O estudo mostra ainda desigualdade regional. As maiores evoluções foram no Norte e no Nordeste, mas as taxas continuam abaixo das do Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
Entre as soluções, o estudo destaca políticas de permanência, ensino integral, recomposição de aprendizagem e programas de apoio à renda.

