O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a falência da Oi, decretada na segunda-feira (10), e determinou que a empresa volte ao processo de recuperação judicial. A decisão é da desembargadora Mônica Maria Costa.
A magistrada atendeu pedidos de bancos como Itaú e Bradesco, que disseram que a falência poderia causar prejuízos irreversíveis para clientes, fornecedores e funcionários. Eles pediram mais tempo para que a empresa cumpra o plano aprovado.
Segundo a decisão, a liquidação imediata diminuiria o valor dos ativos e causaria danos ao público, já que a Oi presta serviços essenciais. A desembargadora mandou reintegrar os administradores judiciais e autorizou investigar a gestora norte-americana Pimco, que assumiu controle da empresa após execução de dívidas.
A falência havia sido declarada por insolvência técnica, com dívidas de cerca de R$ 1,7 bilhão e receita reduzida. A primeira instância afirmou que a companhia não tinha condições de seguir o plano de recuperação.
Com a suspensão, a Oi volta ao processo que já dura quase dez anos.

