A Câmara Municipal de Rio Preto realizou uma audiência pública para apresentar o Plano Municipal de Arborização Urbana. O encontro foi promovido pela Comissão de Meio Ambiente e presidido pelo vereador Abner Tofanelli. O estudo, elaborado pela Esalq, mostrou que a cidade tem um déficit de 128 mil árvores, sendo 33 mil consideradas prioritárias para reduzir as “ilhas de calor”, principalmente na região central.

O engenheiro agrônomo Otton Arruda, da Secretaria de Meio Ambiente, explicou que essas áreas mais quentes precisam de árvores de grande porte, com copa ampla. Segundo ele, a primeira etapa do plano deve exigir investimento de cerca de 6 milhões de reais.
O levantamento também apontou que Rio Preto tem apenas 16% de cobertura arbórea no perímetro urbano. O ideal seria, no mínimo, 20% para que a população sentisse mais sombra e redução da temperatura. Nas vias públicas, o índice é ainda menor: 9%. Otton destacou que as podas excessivas prejudicam o resultado, já que muitas árvores têm até 60% da copa retirada, quando o limite recomendado é de 25%.
O estudo mostrou ainda que ruas arborizadas apresentam menos danos no asfalto. Segundo os técnicos, vias sem árvores têm, em média, seis buracos, enquanto nas vias arborizadas esse número cai para 2,5, o que representa economia de 58% em manutenção.
O secretário de Meio Ambiente, Paulo Pagotto, também falou sobre desafios da pasta, como a destinação de resíduos da poda. Ele citou o caso da Fazendinha, que recebe material há 16 anos e já é alvo de notificações. Sobre o plantio, Pagotto afirmou que o maior desafio não é colocar novas árvores, mas garantir a manutenção das mudas. Ele informou que está desenvolvendo um aplicativo para controlar e autorizar podas e orientar moradores.
Com a apresentação do plano, o próximo passo é a elaboração de um projeto executivo para iniciar o plantio das 33 mil árvores consideradas mais urgentes. A audiência contou com a participação de vereadores, representantes do Condema, entidades ambientais e moradores interessados no tema.

