Durante a “barqueata” que marcou a abertura da Cúpula dos Povos, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, o cacique Raoni Metuktire criticou a exploração de petróleo e mineração em terras indígenas e pediu a preservação da Amazônia.
O líder indígena disse que já conversou sobre o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente da França, Emmanuel Macron. “Falei com o presidente Lula para ele não procurar petróleo aqui. Vou continuar cobrando. Temos que ser respeitados”, afirmou.
A declaração ocorre após o Ibama liberar a Petrobras para iniciar pesquisas na Margem Equatorial, região apontada como novo pré-sal do país. Ambientalistas alertam para os riscos ambientais, enquanto o governo defende que a licença foi técnica e rigorosa.
Raoni, da etnia Caiapó, é conhecido mundialmente por sua luta pela defesa da floresta e dos direitos dos povos indígenas. Aos 90 anos, ele continua participando de eventos e cobrando ações contra o desmatamento. “Se continuar o desmatamento, nossos filhos e netos vão ter problemas sérios. Nosso território garante a respiração do mundo inteiro”, disse.
O cacique também destacou a importância das mulheres indígenas nas mobilizações e o envolvimento das novas gerações na defesa do meio ambiente.

