O ex-deputado estadual Paulo Frateschi, de 75 anos, morreu na manhã desta quinta-feira (6) após ser ferido pelo próprio filho, Francisco Frateschi, em sua casa, no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo. Ele chegou a ser levado ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu ao ferimento causado por faca.
A polícia informou que a cena do crime foi preservada para perícia. O caso foi registrado no 91º Distrito Policial, e as investigações seguem para esclarecer o que motivou o ataque.
Frateschi era um dos nomes históricos do Partido dos Trabalhadores. Quando jovem, foi preso e torturado pela ditadura militar, em 1969. Depois, participou da criação do PT e ocupou cargos importantes na sigla. Também foi secretário municipal de Relações Governamentais nas gestões de Marta Suplicy e Fernando Haddad, em São Paulo.
A morte do ex-deputado gerou grande comoção no partido. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, publicou mensagem nas redes sociais lamentando o ocorrido. Ele destacou a coragem e o compromisso de Frateschi com a democracia e com a defesa de um país mais justo.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também prestou homenagem. Haddad lembrou que Frateschi foi dirigente histórico do PT, atuou em movimentos sociais e trabalhou ao seu lado na Prefeitura de São Paulo.
A família, amigos e antigos companheiros de militância receberam mensagens de solidariedade ao longo do dia. O caso segue sob investigação.

