O Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro (CCBB-RJ) recebe, até 2 de fevereiro de 2026, a exposição Manguezal, que mostra a riqueza ecológica, cultural e econômica desses ecossistemas. O projeto é do oceanógrafo, ambientalista e fotógrafo Enrico Marone, com curadoria de Marcelo Campos e produção de Andrea Jakobsson Estúdio. A entrada é gratuita.
A mostra traz fotografias de manguezais de várias regiões do Brasil e inclui obras de cerca de 50 artistas. Instalações, performances e até cantos das Ganhadeiras de Itapuã ajudam a desconstruir a ideia de que esses ambientes são sujos ou sem valor. O manguezal é apresentado como um berçário de vida, importante para peixes, caranguejos e para a economia de comunidades pesqueiras.
Marone explica que os mangues protegem a costa da erosão, ajudam a controlar tempestades e sequestram carbono, sendo fundamentais para o combate às mudanças climáticas. Segundo ele, esses ecossistemas retêm de quatro a cinco vezes mais carbono que outras florestas tropicais, o que justifica o termo da ONU ecossistema de carbono azul.
A curadoria reúne artistas como Lasar Segall, Hélio Oiticica, Ygor Landarin, Lucélia Maciel, Almir Lemos, Celeida Tostes e muitos outros, explorando diversas linguagens artísticas. A exposição também valoriza a participação de comunidades locais e pescadores, mostrando a ligação entre o manguezal e a vida das pessoas que dele dependem.
Para Marone, Manguezal aproxima o público da importância desses ecossistemas e promove uma mudança de percepção, mostrando que eles são essenciais para a biodiversidade, a cultura e a economia do país.

