A Polícia Militar Ambiental apreendeu 4,7 quilos de carne de jacaré e equipamentos usados para caça ilegal em uma propriedade rural no distrito de Macaúbas, em Mirassolândia, na segunda-feira (19). O responsável pelo imóvel admitiu ter abatido o animal durante a madrugada para consumir a carne.

A fiscalização foi realizada por equipes do 1º Pelotão da 1ª Companhia do 4º Batalhão de Polícia Ambiental, durante as Operações Impacto e Impacto Piracema. Os policiais foram até a propriedade após receberem uma denúncia de caça e abate ilegal de um jacaré.

No local, encontraram uma pata do animal com sinais recentes de abate. Durante as buscas, também localizaram 4,7 quilos de carne armazenados em um refrigerador, cinco armadilhas para caça, dois estilingues e um facão.
Questionado, o homem afirmou que havia abatido o jacaré com o facão para consumo próprio. Diante das irregularidades, os policiais aplicaram multa ambiental de R$ 2.350 por manter em depósito produto da fauna silvestre nativa.
Os instrumentos utilizados na caça foram apreendidos e encaminhados à sede da Polícia Ambiental. A carne e os demais restos do animal foram destinados à graxaria Constroeste.
A ocorrência também foi identificada como possível crime ambiental, previsto no artigo 29 da Lei Federal nº 9.605/1998, que trata dos crimes contra a fauna silvestre.
A Polícia Ambiental alerta que caçar, abater ou manter irregularmente animais silvestres e seus produtos pode resultar em multas, apreensão de materiais e responsabilização criminal. Denúncias da população ajudam a combater esse tipo de prática e a preservar a fauna.

