A Polícia Militar Ambiental apreendeu 132 quilos de peixes capturados de forma ilegal no último domingo (22), no Rio Grande, no município de Colômbia, interior de São Paulo. A ação foi realizada por uma equipe do GEPAAR, do 4º Batalhão de Polícia Militar Ambiental.
Durante a fiscalização, dois homens foram flagrados praticando pesca irregular. Ambos estavam registrados como pescadores amadores, mas utilizavam redes de pesca, que são proibidas para essa modalidade.
Os policiais surpreenderam os envolvidos no momento em que retiravam as redes da água. Ao todo, foram apreendidas 72 redes, que somaram 2.612 metros de extensão.
Com o uso desses petrechos, os homens capturaram 132 quilos de pescado de forma irregular. Entre as espécies apreendidas estavam Curimbatá, Tucunaré, Piauçu e Tilápia.
De acordo com a legislação, as redes utilizadas não são permitidas para pescadores amadores, conforme determina o artigo 4º da Portaria SAP/MAPA, de 8 de março de 2022.
Diante da situação, os dois homens foram autuados e irão responder por crime ambiental. Segundo a Polícia Militar Ambiental, um dos envolvidos possui antecedentes criminais.
Todo o pescado apreendido foi destinado ao Hospital de Amor, localizado na cidade de Barretos.
O chefe da Seção de Comunicação Social do 4º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, capitão Deivid Gabriel de Melo, explicou que a atividade pesqueira pode ser dividida em três modalidades: amadora, profissional e predatória.
Segundo ele, a pesca amadora é uma prática recreativa e cultural, que deve respeitar as regras ambientais. Já a pesca profissional é realizada por trabalhadores registrados, que dependem da atividade para sustento.
Por outro lado, a pesca predatória é considerada criminosa, pois utiliza equipamentos proibidos e promove a captura indiscriminada de espécies, muitas vezes com objetivo de comercialização ilegal.
O capitão destacou que a Polícia Militar Ambiental atua de forma constante na preservação dos recursos naturais e na proteção da fauna aquática, reforçando que práticas ilegais não serão toleradas.
A população pode denunciar crimes ambientais ou obter informações sobre a legislação de pesca pelo telefone 190.

