O procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu arquivar o pedido de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, no caso envolvendo o Banco Master. A decisão foi publicada no último sábado, 27 de dezembro.
O pedido havia sido apresentado por um advogado, que apontava possível tráfico de influência e advocacia administrativa. A representação citava reuniões do ministro com o presidente do Banco Central e um contrato de serviços advocatícios firmado entre o banco e a esposa do magistrado.
No despacho, a Procuradoria-Geral da República informou que não encontrou indícios mínimos de irregularidade. Segundo Gonet, as acusações se baseiam apenas em reportagens jornalísticas, sem provas concretas que sustentem a abertura de investigação.
A PGR também afirmou que o contrato mencionado não apresenta, em análise inicial, qualquer ilegalidade. Com isso, o pedido foi arquivado.
Alexandre de Moraes declarou anteriormente que as reuniões citadas tiveram como único objetivo tratar de temas institucionais, sem relação com interesses privados.

